Recentemente surgiu a notícia de que um biólogo americano afirmou categoricamente que “Deus é um produto do cérebro humano”. Esta proposição é dogmática, e por isso, não é científica. É preciso que as pessoas comecem a ganhar consciência de que existe hoje uma “ciência dogmática”.
A proposição “Deus é um produto do cérebro humano, e por isso, não existe” é dogmática porque a ciência não pode provar a não-existência do que quer que seja ― e principalmente a biologia que segue um princípio tosco de indução e com pouca dedução. A proposição referida é uma crença, e nada mais do que uma crença. A ciência só pode provar que “existe algo”, e nunca pode fazer prova de que “algo não existe”. Desafio o biólogo tosco (ou outro qualquer da nossa praça) a provar-me que as sereias não existem; o que ele me pode dizer é que não foi encontrada nenhuma sereia até hoje, o que não significa que isso seja a prova científica de que as sereias não existem.
E mesmo que fosse provado pela ciência que algo parecido com “Deus” é produto do cérebro humano, isso não significaria absolutamente nada senão o facto da ciência provar a existência de uma determinada excrescência psicológica (a tal ciência que prova que “existe algo”), que é independente da existência ou não de Deus (que a ciência não consegue provar que não existe). Segundo o biólogo em causa, a sua (dele) mente “produz” o seu (dele) “deus” exactamente como o seu (dele) intestino grosso enforma as suas (dele) fezes; o problema é dele, e se o ideal divino dele é cagativo, a verdade é que a prova ontológica não tem nada a ver com isso. A subjectividade do biólogo em causa não é mais do que isso mesmo: subjectividade.
A “vida” não é o que se passa nas células, nas funções somáticas, na digestão e na cagação do biólogo, no sistema nervoso dele e nas suas disfunções, etc. Todas essas coisas biológicas são realidades hipotéticas construídas pela Ciência Biológica que nada mais é do que uma das muitas actividades de função de perspectiva do mundo, que faz parte da “vida” de quem a estuda e investiga ― essas coisas biológicas são apenas um detalhe e um conjunto de ingredientes entre incontáveis que achamos ante nós em função do que é realmente a vida e o universo.
Publicado em simultâneo no Perspectivas
Mostrar mensagens com a etiqueta cristianismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cristianismo. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 4 de novembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
O Deus de Descartes (1)
Considero Descartes ― a par com Leibniz e Kant ― uma das mentes mais brilhantes da filosofia post-cristã, contando todos os filósofos do século 19 e 20 (talvez possamos também incluir Wittgenstein no rol).
Bertrand Russell escreveu sobre Descartes:
“René Descartes (1596 - 1650) é considerado o fundador da filosofia moderna, e penso que com razão.” ― (História da Filosofia Moderna).
Naturalmente que Russell, como ateu inveterado, referia-se ao Discurso do Método, mas “esqueceu-se” de referir que Descartes ligou a ciência à metafisica, tal qual o fazem hoje os filósofos quânticos ― mas Descartes não o fez por simples influência da Escolástica, como pretendem fazer crer os doutos ― detentores de alvarás de inteligência ― da filosofia exclusivista do naturalismo contemporâneo. Fê-lo porque a própria lógica da filosofia de Descartes o exigiu, através de uma necessidade intrínseca do próprio Discurso do Método e do conceito de “Cogito”. Simplesmente não é possível falar em “ideias” e “pensamento” e aplicar estes conceitos exclusivamente à ciência indutiva e empirista. Descartes parte do “penso, logo existo” que aplicou ao Discurso do Método para elaborar a sua metafísica, isto é, parte de um mesmo princípio para fundamentar o seu conceito de ciência e de metafísica transcendental.
Descartes é genial porque é simples; ele não complica: constata (evidência), analisa (análise), sintetiza (síntese) e enumera (enumeração), utilizando assim as bases do Método. Assim como um pintor genial faz uma meia dúzia de traços e transmite uma ideia, Descartes utiliza o “ovo de Colombo” da simplicidade de raciocínio para transmitir a complexidade ideológica da realidade, atributo este que só aos génios é possível.
Descartes dividiu as nossas “ideias” em três categorias: inatas, adventícias e factícias.
As ideias inatas são as que nascem connosco e que nos fazem diferentes uns dos outros desde que nascemos. As ideias inatas de Mozart tornaram possível que ele escrevesse as suas primeiras obras musicais aos 3 anos de idade, mas minhas ideias inatas não me permitiram tal façanha. Portanto, segundo Descartes, as pessoas nascem diferentes na medida em que têm ideias inatas diferentes.
Naturalmente que a absoluta lógica deste conceito contraria a teoria da “tábua-rasa” (inerente ao ser humano) dos estóicos e dos materialistas em geral. Os darwinistas eliminaram habilidosamente o conceito de “tábua-rasa” e substituíram-no pelo “epifenomenalismo” de Huxley. Existe aqui um jogo do “gato e do rato”: à medida que a ciência vai avançando e colocando em causa o monismo naturalista, os naturalistas vão inventando novos obstáculos, fazendo de conta que os obstáculos já eliminados pela evidência dedutiva científica e matemática nunca existiram. Aconteceu exactamente isto com o determinismo científico que foi colocado em causa pela ciência através do princípio da incerteza de Heisenberg: logo a seguir, Karl Popper, preocupadíssimo com o avanço da Física quântica e da matemática em direcção à demonstração metafísica, cria um novo regulamento dogmatizante em relação à ciência: a teoria da falsibilidade (os antolhos de Popper).
As ideias inatas têm certamente uma componente de influência genética, mas a genética não explica tudo.
As ideias adventícias são as que nos parecem estranhas ou vindas do exterior. Se calha, as ideias deste postal são adventícias para o(a) leitor(a). As ideias adventícias compreendem também as ideias das coisas naturais.
As ideias factícias são as que são formadas ― ou elaboradas ― por nós próprios; por exemplo, as ideias que são fruto da nossa imaginação.
Ora todas as ideias (sejam elas inatas, adventícias e factícias) são iguais (ou são equivalentes, conforme o caso) se as considerarmos do ponto de vista subjectivo.
Sob o ponto de vista subjectivo, o conjunto das minhas ideias é equivalente ao conjunto das ideias do(a) leitor(a), por um lado, e são iguais entre elas ― as minhas ideias! ― quando analisadas subjectivamente (isto é, as minhas ideias inatas, adventícias e factícias são subjectivamente iguais), por outro. Sob o ponto de vista subjectivo, as ideias são simples actos mentais, e por isso têm ― em princípio ― equivalência entre as ideias de todos os seres humanos, e são iguais entre si, no que respeita à classificação supracitada, quando aplicadas a um mesmo sujeito.
Sob o ponto de vista subjectivo, ninguém pode dizer com toda a segurança que as ideias de um ser humano com síndroma de Down não são equivalentes (não iguais, mas equivalentes) às ideias de Albert Einstein, assim como ninguém pode dizer que um quilo de algodão não seja equivalente a um quilo de chumbo.
Porém, sob o ponto de vista objectivo ― isto é, quando as ideias são aplicadas a uma realidade objectiva ― as ideias são totalmente diferentes umas das outras, não só nas minhas três categorias de ideias entre si (inatas, adventícias e factícias ), como as minhas ideias em relação com as ideias do(a) leitor(a). Sob o ponto de vista objectivo, as ideias representam “coisas” mas não são simples imagens das coisas que representam porque os princípios do Método Cartesiano se lhes aplica (análise e síntese).
Sendo que as ideias representam “coisas”, elas podem ser examinadas no sentido de se descobrir a “causa” que as produzem. Naturalmente que Huxley e Darwin inventaram o epifenomenalismo, que consiste na teoria de que as ideias e o pensamento são simples excrescências do cérebro ― e nada mais do que isso. A filosofia quântica, baseando-se na Física quântica, já refutou esta teoria.
Contudo, Descartes coloca uma questão pertinente: as ideias que representam as coisas naturais não contêm nada de excepcionalmente perfeito que não pudessem ser produzidas por um ser humano ― porque o ser humano e as coisas naturais encontram-se no mesmo plano da realidade objectiva. Porém, no que diz respeito à ideia de Deus ― absoluta, intemporal, criadora ― é difícil pensar que um ser humano a pudesse ter criado. A ideia de Deus é a única ideia na qual existe algo que não pode vir de um ser humano, na medida em que nenhum ser humano possui as perfeições que estão representadas nessa ideia. Descartes diz-nos que a causa de uma ideia deve ter (pelo menos) tanta perfeição quanto a perfeição que a ideia representa, e por isso, a causa da ideia de uma entidade com as características de Deus só pode vir de Deus, assim como a causa da ideia de uma substância infinita só pode ser uma substância infinita.
E conclui Descartes: a simples presença em nós da ideia de Deus ― mesmo que essa ideia nos repugne até à náusea ― demonstra a existência de Deus.
Publicado em simultâneo no blogue Perspectivas
Etiquetas:
cristianismo,
Descartes,
Deus,
filosofia,
religião,
René Descartes
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Islamista britânico convertido ao cristianismo é perseguido

A British citizen who converted to Christianity from Islam and then complained to police when locals threatened to burn his house down was told by officers to “stop being a crusader”, according to a new report.
Nissar Hussein, 43, from Bradford, West Yorkshire, who was born and raised in Britain, converted from Islam to Christianity with his wife, Qubra, in 1996. The report says that he was subjected to a number of attacks and, after being told that his house would be burnt down if he did not repent and return to Islam, reported the threat to the police. It says he was told that such threats were rarely carried out and the police officer told him to “stop being a crusader and move to another place”. A few days later the unoccupied house next door was set on fire.
Christian Solidarity Worldwide, a British human rights organisation whose president is the former Cabinet minister Jonathan Aitken, is calling on the UN and the international community to take action against nations and communities that punish apostasy.
Its report, No Place to Call Home, claims that apostates from Islam are subject to “gross and wideranging human rights abuses”. It adds that in countries such as Britain, with large Muslim populations in a Westernised culture, the demand to maintain a Muslim identity is intense. “When identities are precarious, their enforcement will take an aggressive form.”
domingo, 23 de dezembro de 2007
Vende a tua capa
Nos dias que se seguiram ao 11 de setembro, a Mídia mundial fez um barulho dos diabos alertando contra a suposta onda de ódio anti-islâmico que estaria assolando os EUA. A base factual da notícia eram seiscentas e poucas queixas de “discriminação” apresentadas à polícia americana. Nenhuma delas envolvia morte, agressão, nem mesmo demissão de emprego: os actos mais violentos consistiam em insultos, a maioria em meras palavras ambíguas interpretadas ex post facto em sentido discriminatório.
Mas desde então várias dezenas de cristãos já morreram nos EUA — e alguns milhares nos países comunistas e islâmicos — em ataques homicidas motivados por ódio anticristão explícito e documentado, sem que em nenhum desses casos a grande Mídia europeia e americana (da nacional nem falo) consentisse sequer em usar a expressão “crime de ódio” para descrever o ocorrido.
Mutatis mutandis, nem um único caso de agressão a homossexuais comprovadamente motivada por excesso de zelo cristão foi jamais citado para dar fundamento à mentira sórdida de que as convicções religiosas do povo brasileiro estão colocando em risco a vida da comunidade gay.
Mas, exactamente como em Columbine — aquele episódio que Michael Moore falsificou por completo —, a investida assassina contra a Igreja New Life do Colorado foi obra de um jovem homossexual intoxicado de ideias anticristãs, e ai de quem ouse insinuar que a ideologia gayzista ou a campanha furibunda dos Dawkins e Hitchens contra a fé religiosa têm alguma responsabilidade nisso. Em geral, nem mesmo padres, bispos e pastores ousam ver aí alguma relação de causa e efeito.
No caso específico da New Life, o cuidado da grande mídia brasileira em impedir que os fatos induzam a conclusões reaccionárias chegou ao requinte de falsificar a identidade da heroína do episódio, Jeanne Assam, apresentando-a como “agente de segurança” para atenuar o escândalo de que uma cidadã comum, com uma Beretta 92, salvasse da morte certa mais de cem pessoas ameaçadas por Mathew Murray e se tornasse assim uma heroína dos grupos de autodefesa cristã e dos americanos armados em geral. Mas Jeanne não é profissional de segurança, licenciada para portar arma na Igreja em função do seu emprego. É apenas uma fiel cristã que se ofereceu para zelar pela vida de seus irmãos, voluntariamente, gratuitamente, assumindo para isso a responsabilidade de andar armada. Se para isso teve de obter da polícia uma licença especial, foi pela simples razão de que leis criminosamente idiotas proíbem o porte de armas em igrejas, escolas, clubes, shopping centers, etc., tornando esses locais o alvo preferencial e indefeso para tipos como Mathew Murray, Cho Seung Hui ou Tim McVeigh (um anticristão, um antibranco e um anticapitalista).
Em 25 de julho de 1993, Charl van Wyck também não trabalhava de segurança. Era apenas um fiel que assistia ao culto quando a igreja de St. James, na África do Sul, foi atacada por terroristas com granadas e tiros de fuzil AK-47. Onze pessoas morreram, mas muitas mais teriam morrido se van Wyck não estivesse armado e, com disparos do seu 38, não pusesse os atacantes em fuga. Ele conta sua experiência no livro “Shooting Back: The Right and Duty of Self Defense”, que se tornou um best seller no seu país.
No momento em que escrevo estas linhas, a comunidade cristã no mundo está ameaçada por perigos incalculavelmente maiores que a loucura avulsa — ainda que ideologicamente induzida – de um Murray ou de um Cho Seung Hui. Na Coréia do Norte, uma nova onda de prisões e execuções de fiéis, em plena época do Natal, suscita apelos desesperados que a grande mídia, especialmente no Brasil, sufoca por completo (v. Martyrdom awaits North Koreans on Christmas). Ao mesmo tempo, do outro lado do mundo, a prefeitura de Okkahoma anuncia que seus funcionários serão proibidos de celebrar o Natal no local de trabalho, o shopping center Pembroke Pines na Flórida veta os presépios e cenas natalícias em geral nas suas instalações, e jornais populares como “USA-Today” soltam artigo em cima de artigo para proclamar que não existe nenhuma guerra cultural anticristã, que é tudo invenção de paranóicos como Bill O'Reilly.
Não sei se Jeanne Assam está sabendo dessas coisas, nem se leu o livro de van Wyck. Mas leu decerto o Evangelho de Lucas, capítulo 22, versículo 36, onde Jesus ordena aos apóstolos: “Aquele que não tem espada, venda sua capa e compre uma”.
O sentido do versículo é claro: a defesa armada do rebanho é obrigação estrita dos pastores, dos sacerdotes e de cada fiel. Aquele que foge a essa responsabilidade é indigno da confiança da comunidade cristã. Neste momento, nenhuma outra mensagem de Natal pode ser mais oportuna.
Texto de Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial), 20 de Dezembro de 2007 (adaptado para português europeu)
Mas desde então várias dezenas de cristãos já morreram nos EUA — e alguns milhares nos países comunistas e islâmicos — em ataques homicidas motivados por ódio anticristão explícito e documentado, sem que em nenhum desses casos a grande Mídia europeia e americana (da nacional nem falo) consentisse sequer em usar a expressão “crime de ódio” para descrever o ocorrido.
Mutatis mutandis, nem um único caso de agressão a homossexuais comprovadamente motivada por excesso de zelo cristão foi jamais citado para dar fundamento à mentira sórdida de que as convicções religiosas do povo brasileiro estão colocando em risco a vida da comunidade gay.
Mas, exactamente como em Columbine — aquele episódio que Michael Moore falsificou por completo —, a investida assassina contra a Igreja New Life do Colorado foi obra de um jovem homossexual intoxicado de ideias anticristãs, e ai de quem ouse insinuar que a ideologia gayzista ou a campanha furibunda dos Dawkins e Hitchens contra a fé religiosa têm alguma responsabilidade nisso. Em geral, nem mesmo padres, bispos e pastores ousam ver aí alguma relação de causa e efeito.
No caso específico da New Life, o cuidado da grande mídia brasileira em impedir que os fatos induzam a conclusões reaccionárias chegou ao requinte de falsificar a identidade da heroína do episódio, Jeanne Assam, apresentando-a como “agente de segurança” para atenuar o escândalo de que uma cidadã comum, com uma Beretta 92, salvasse da morte certa mais de cem pessoas ameaçadas por Mathew Murray e se tornasse assim uma heroína dos grupos de autodefesa cristã e dos americanos armados em geral. Mas Jeanne não é profissional de segurança, licenciada para portar arma na Igreja em função do seu emprego. É apenas uma fiel cristã que se ofereceu para zelar pela vida de seus irmãos, voluntariamente, gratuitamente, assumindo para isso a responsabilidade de andar armada. Se para isso teve de obter da polícia uma licença especial, foi pela simples razão de que leis criminosamente idiotas proíbem o porte de armas em igrejas, escolas, clubes, shopping centers, etc., tornando esses locais o alvo preferencial e indefeso para tipos como Mathew Murray, Cho Seung Hui ou Tim McVeigh (um anticristão, um antibranco e um anticapitalista).
Em 25 de julho de 1993, Charl van Wyck também não trabalhava de segurança. Era apenas um fiel que assistia ao culto quando a igreja de St. James, na África do Sul, foi atacada por terroristas com granadas e tiros de fuzil AK-47. Onze pessoas morreram, mas muitas mais teriam morrido se van Wyck não estivesse armado e, com disparos do seu 38, não pusesse os atacantes em fuga. Ele conta sua experiência no livro “Shooting Back: The Right and Duty of Self Defense”, que se tornou um best seller no seu país.
No momento em que escrevo estas linhas, a comunidade cristã no mundo está ameaçada por perigos incalculavelmente maiores que a loucura avulsa — ainda que ideologicamente induzida – de um Murray ou de um Cho Seung Hui. Na Coréia do Norte, uma nova onda de prisões e execuções de fiéis, em plena época do Natal, suscita apelos desesperados que a grande mídia, especialmente no Brasil, sufoca por completo (v. Martyrdom awaits North Koreans on Christmas). Ao mesmo tempo, do outro lado do mundo, a prefeitura de Okkahoma anuncia que seus funcionários serão proibidos de celebrar o Natal no local de trabalho, o shopping center Pembroke Pines na Flórida veta os presépios e cenas natalícias em geral nas suas instalações, e jornais populares como “USA-Today” soltam artigo em cima de artigo para proclamar que não existe nenhuma guerra cultural anticristã, que é tudo invenção de paranóicos como Bill O'Reilly.
Não sei se Jeanne Assam está sabendo dessas coisas, nem se leu o livro de van Wyck. Mas leu decerto o Evangelho de Lucas, capítulo 22, versículo 36, onde Jesus ordena aos apóstolos: “Aquele que não tem espada, venda sua capa e compre uma”.
O sentido do versículo é claro: a defesa armada do rebanho é obrigação estrita dos pastores, dos sacerdotes e de cada fiel. Aquele que foge a essa responsabilidade é indigno da confiança da comunidade cristã. Neste momento, nenhuma outra mensagem de Natal pode ser mais oportuna.
Texto de Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial), 20 de Dezembro de 2007 (adaptado para português europeu)
Etiquetas:
catollicismo,
cristianismo,
religião
Subscrever:
Mensagens (Atom)